sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Enfim, o Menino


O menino entra em casa. Passa pelo corredor, a passos largos e duradouros, direto para o quarto. Olhos castanhos distantes, cabelos em desordem pela labuta diária. Porta fechada calmamente, sem esperanças, praticamente sem força.
Ele abre o livro que está sobre a cama, um pequeno bilhete manuscrito desperta um discreto sorriso em direção à janela aberta. No céu azul, as nuvens formam desenhos, convite à uma pausa para despertar a imaginação. Chega a notar a imagem de um trem nas brancas nuvens.Mas os carros passam freneticamente e essa constante faz o sorriso do menino se esvair. O cotidiano e a banalização do que incomoda se tornou sua maior enfermidade.

O trem desaparece com o vento.

Passou.

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

3


A menina não acreditava como era possível sua tristeza se diluir com o poder de um olhar, de um sorriso desconhecido pela razão, mas acolhido pelo coração, como velhos amigos.
Bendita hora em que ela resolveu que ficar em seu mundo fechado num momento difícil não era a solução, e decidiu aceitar o convite do príncipe.
Ele a convidou, mas ela estava tão triste com as peças que a vida prega, que teve a capacidade louca de pensar duas vezes...mesmo assim resolveu apostar numa tentativa com sonhos de minutos de alegria e distração. Bem apostado!
Realmente a vida pregou peças naquela ingênua menina! Mostrou que não só prega peças tristes, consegue surpreender o coração com um brilho estranhamente colorido nos momentos mais improváveis.
Naquele lugar, ela sabia que era apenas mais uma, que ele nem a via, mas o simples caminhar dele de um lado a outro no pseudo País das Maravilhas, já maravilhou o coração da menina com aquelas incansáveis borboletinhas sumidas há um tempo, embaladas por feixes de luzes coloridas no ar...
Cada gesto singelo, sorriso, olhar ao acaso daquele príncipe...cada detalhe arrancava um sorriso do seu bauzinho de sentimentos que apelidaram de coração. E ela não sabia como reagir, mas deixava seguir, levada pelo vento das asas das borboletas.Até o fim!
Seu olhar era puro, tanto quanto nunca havia sido antes. Era indizível cada sensação em seu misto delas.

"E foi então que aconteceu
Você me viu olhar
E veio em minha direção
Sorrindo disse: Olá"

Ela não podia negar, o medo se fazia presente, mesmo que discreto. Era mais fácil se entregar ao conforto do que já era estabelecido. A razão solicitou uma 'fuga', seu coração pediu pra ficar. Se recusou a sair e se agarrou com toda força às flores.

"...Mas eu não quis ir embora, não podia ir embora.
Como se nascesse ali um amor absoluto pelo homem que eu vi.
Poderia lhe entregar meu coração.
Alma, vida e até minha atenção."

Até que ele disse à ela: 'segura minha mão? E deixa que meu coração guia o resto!'

Desobedecendo a razão, perseguida por um discreto medo e sensação de já ter lido o livro, seduzida por uma lua crescente, pisando em delicadas pétalas...
E ela arriscou!

A Menina dos Pés Coloridos e as Grades no Céu




Sonhos...
Diversos sonhos...belos e leves como as nuvens de algodão.
Transpassando as grades da janela, tentando ir em direção ao céu, ao sol
Mas ao mesmo tempo, os 'pés no chão' da realidade permanecem.
Por mais que quisesse voar e apalpar as nuvens num breve movimento de pálpebras, a Menina dos Pés Coloridos se agarrava às grades até quase ferir suas mãos. Afinal, o céu é belo, mas é muito alto e por mais que ela queira voar, a realidade a obriga a manter um discreto medo de se machucar!
Questão de segurança...


Belo azul encantador... tão perto dos olhos da Menina, porém tão longe do alcance das mãos...



fotos: Marii Galvão (a menina dos pés coloridos)

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Rest in Peace!


Ainda estranhamente abalada à distância...
Mas inicialmente deixo registrada em pelo menos uma imagem, a lembrança que me acompanha...
Em meio à toda eterna exuberância e vaidade de uma fortaleza, seu sorriso infantil e sonhador brilhando mais que todo detalhe de seu traje marcante.
Este sorriso (raro e talvez ilusório) é o que me marca.
E um som com notas musicais universais, ondas infinitamente reconhecidas, ecoam por todo espaço existente....servindo de trilha sonora para minhas lembranças de um querido desconhecido...


Quando a mente estiver menos turbulenta e o coração sentindo menos, escrevo melhor a respeito do triste fato.



quinta-feira, 25 de junho de 2009

Privacidade

Há 19 anos essa palavra não faz parte do meu vocabulário particular familiar.


Ou seria Respeito?

quarta-feira, 24 de junho de 2009

ele


O inexplicável e inimaginavelmente inesperado é levemente sedutor e me arranca sorrisos super brilhantes. *-*


Aprendo aos poucos isso...

sábado, 20 de junho de 2009

Oferta(?)


Todas as contradições
Mil sentimentos
e um pequeno coração...


Certeza que quer metade dele?